E se?

 

E se eu tivesse nascido no dia 20 de fevereiro? E se ao longo da minha infância meus pais tivessem se separado? E se eu tivesse sido criado pela minha avó? E se meu pai tivesse viajado pra longe e depois morrido ainda quando eu era criança? E se esse mesmo homem que tão cedo me deixou tão cedo, que não me ensinou a ser homem, que não me mostrou como me barbear, que não viu minhas primeiras vitórias, nem ouviu minhas derrotas e nem minhas histórias de amor, ainda por menor que seja ainda me traz saudades? Saudades de um tempo que não vivi.

E se minha relação com minha mãe, irmãos e família fosse tão diferente a ponto de eu mesmo não saber definir? E se eu tivesse sido “criado” por uma tia que me causa ao mesmo tempo medo e horror? E se eu trabalhasse pra essa tal tia? E se eu tivesse acompanhado cada neto que nasceu, cada história, aniversário, briga, mentira, casamento das minhas tias? E se eu tivesse aprendido na escola um ofício tão importante quanto obsoleto? E se na minha breve adolescência eu tivesse ficado no quarto ouvindo meus “heróis”, me desligando do mundo e das pessoas? E se eu escrevesse textos pra ninguém ler mas que resultaram em duas publicações em dois livros diferentes? E se eu tivesse “ganho” um notebook da forma mais estranha que alguém possa imaginar?

E se eu tivesse concluído os cursos de informática, espanhol e inglês? E se nesse mesmo local onde fiz o curso, eu tivesse feito a melhor e maior descoberta da minha vida, amar várias pessoas ao mesmo tempo? E se durante o curso de inglês eu, embora namorando, me apaixonasse por uma linda menina de cabelos negros, sorriso marcante que eu corajosamente disse “Eu te amo” por meio de uma rede social? E se essa menina fosse apenas o começo de muitas outras histórias e paixões? E se eu tivesse feito Educação Física, passado num concurso e viajado para morar numa cidade mais quente que o inferno onde eu iria conhecer o grande amor da minha vida? E se eu tivesse dado aula para o meu grande amor? E se eu tivesse feito amizades tão fortes e verdadeiras com meus “alunos” que ultrapassariam qualquer limite da ética e do “papel” de professor? E se eu tivesse mais uma vez no ápice da minha covardia, me declarado para uma menina, linda, de olhos pequenos, que me fascinam, que me ensinaram tanta coisa e que me mantiveram “vivo” numa cidade desconhecida e de problema as que até então eu não tinha vivido? E se amar esse menina, significasse magoar outra? E se essa menina não me amasse com a mesma intensidade da qual eu a amo?

E se eu tivesse feito uma música para a little girl? E se durante noites, dias e madrugadas a fio eu buscasse qualquer notícia, mensagem dessa menina? E se o meu amor por ela, embora só benéfico para nós dois, magoasse tanto alguém que eu não queria magoar? E se essa menina sumisse de vez em sempre e me deixasse louco com sua ausência? E se em todos os aniversários, músicas e textos meus eu deixasse uma mensagem pra ela? E se ela me deixasse de vez?

E se ao longo da minha jornada de professor eu tivesse conhecido uma turma tão bacana, tão especial que me dava tanto orgulho? E se dentre essa turma tivesse uma menina, baixinha, magricela, de olhos castanhos, dentes perfeitamente tortos, sorriso marcante e papo tão interessante que me deixam fascinado? E se entre juras de amor e amizade nós tivéssemos descoberto o amor³ ? E se eu amasse essa pequena de uma forma tão única, tão explícita que não conseguisse simplesmente esconder de ninguém? E se ela fosse pra sempre minha pequena?

E se eu tivesse um blog onde eu escrevo coisas que não fazem sentido nenhum pra ninguém, mas que contém ali todas as verdades da minha vida? E se eu tivesse criado um funks e musicasse canções de um parceiro de anos que tem milhares de peculiaridades pra gravar, compor e cantar? E se eu tivesse escrito músicas e poemas num caderninho? E se eu tivesse tocado em festivais da escola e da faculdade? E se eu tivesse dito aulas de baixo e tocado no teatro da cidade mais quente que o inferno? E se eu fosse pro mesmo show todos os anos e gostasse de uma banda de engenheiros?

E se eu tivesse tesão pelas minhas alunas? E se eu me apaixonasse por elas e por eles? E se ao mesmo tempo que quero sair dessa vida, penso que essa foi a melhor vida/profissão que poderia ter pra mim? E se eu desejasse essas meninas tanto, que me fizessem fazer coisas que não consigo explicar? E se meus segredos fosse conhecido por outra pessoa? E se eu tivesse no porto seguro do meu notebook e da distância pedido que uma menina se mostrasse pra mim? E se meu amor/desejo/tesão por ela fosse incontrolável e ao mesmo tempo inofensível, você acreditaria em mim? E se ainda assim eu fosse capaz de amar, profundamente a little girl e procurar por ela todos os dias? E se eu te dissesse que posso amar assim tão forte várias pessoas você acreditaria em mim?

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E se eu tivesse conhecido uma menina, que mexia comigo, que tornava meus desejos realidade? E se essa menina de seios fartos, de sorriso engraçado, que permeia minha mente e minhas mãos, trouxesse para mim a alegria e liberdade que há tempos eu não sentia? E se essa menina que eu amo tanto, que tenho tanto medo de magoar já fizesse parte da minha vida de uma forma tão intensa que me dá medo? E se o fato de amá-la e desejá-la já fosse errado? E se essa menina fosse hoje a coisa mais importante da minha vida? E se eu quisesse dividir minha vida, meus problemas e alegrias com ela teria alguém a ver com isso? E se nossos encontros e juras de amor as escondidas me desse cada vez mais vontade de amá-la e tê-la só pra mim? E se ainda assim, mesmo amando-a meu coração sempre tivesse pertencido a little girl? E se devesse esperar mais um sinal dela? E se meu pai se sentisse assim como eu me sinto? E se ele pudesse me ouvir? E se ela me amasse também?

E se entre esses muitos “ses” eu continuasse só, cantando pra ninguém ouvir, escrevendo pra ninguém ler, amando pra ….? E se ao menos um desses “ses” fossem verdades sabe lá como eu seria?

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Sobre annateixxeira

Alter ego de uma recém-casada [riscar] , [riscar] empregada e futura formanda. Criei um blog para contar minhas histórias de estudante, casada e futura formanda, agora escrevo minhas histórias de separada e graduada.
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