Ahh se eu pudesse…

Nunca me imaginei desejar tanto alguém pra chegar ao ponto de stalkear no facebook. Tá vendo cara, as coisas horríveis que tu me causa. hahahaha Mas a vontade que eu tenho de beijar tua boca e colocar em prática tudo que eu venho pensando há dias é tão grande que me faz perder todas as estribeiras.

Se tu soubesse metade das idéias que já tive contigo, acho que tu ficaria chocado. Seria tudo bom, tudo ótimo e maravilhoso se eu pudesse colocar tudo isso em prática e até poderia se não fosse o fato de vc ser CASADO. Sim produção, depois de tudo que passei nesses últimos 2 anos, em 6 anos de relacionamento, depois de tudo que presenciei tô aqui cobiçando um homem que não pode ser meu.

A história começou com as minhas benditas curiosidades. Queria porque queria entender o que se passa na cabeça de uma pessoa ir atrás de algo que ele já tem em casa. E vc deu em cima de mim desde o começo, com dois dias vc sabia de quase toda minha vida e eu sabia da sua também. Vc sabia que eu tinha terminando um relacionamento recente e os motivos e eu sabia da morte da sua primeira mulher e como foi difícil pra vc criar dois filhos pequenos sozinho. Ainda lembro da tua felicidade quando te disse minha idade e vc me abraçou forte como se aquilo fosse a coisa mais maravilhosa que vc tinha descoberto nos últimos tempos.

E do nada a gente tava falando de sexo, das suas histórias loucas de pegar todo mundo e curiosidade em saber o que eu não fazia na cama. Cara, não tem nada que eu já não tenha feito, pelo menos não que eu lembre. Aliás nada que fuja da “normalidade”, tipo menáge eu nunca fiz hahahaha. Lembro do dia que tu me irritou tanto que quase mato nós dois dentro daquele carro, eu fiquei tão puta contigo que mal conseguia olhar na tua cara e tu ainda me mandava beijo me deixando com mais raiva ainda. E da vez que brigou comigo, gritou e ainda me deu um cascudo? Filho da mãe! Minha vontade era dar na tua cara e fazer um escândalo. E todas aqueles vezes que “fugimos” para tomar café com pão?

Lembro da vez que te deixei sem graça quando perguntei: “Quero ouvir tu dizer assim, tira, tira, tira rápido a roupa vai!” hahahahahah a tua cara de não acredito que ela tá dizendo isso foi maravilhosa. Foram tantas histórias, tanta mão boba pelas minhas pernas, pelo meu cabelo, tanta desviada de rosto pra tu não me beijar, tanto tapa que te dei pra tu parar de me abraçar. Porque aquilo não é abraço, aquilo é tirar uma lasca da pessoa não é nem casquinha! rsrsrsr

No começo foi fácil segurar, porque era tudo uma experiência, era tudo pra ver como um homem agia nessas horas. Conclui que realmente nada importa, nada! Quando a pessoa quer nada segura, não adianta ligar de meia em meia hora (como sua esposa fazia) não adiantava foto no perfil, tu sempre dava um jeito de burlar tudo. Foi quando eu vi que não existe relacionamentos perfeitos e muito menos pessoas perfeitas, ai eu entendi mais o que aconteceu comigo e como deve ter sido pro meu ex. Claro que nada disso é desculpa para esse tipo de comportamento, mas depois de ti eu vi o quanto as pessoas são frágeis, são suscetíveis aos prazeres da carne. Eu que sempre fui tão boba, puritana, olhava pra ti e pensava: “Meu Deus, como ele consegue ser assim?” E de repente eu me libertei de tanta coisa, vc me levou a uma liberdade tão imensa. hahahaha

A “coisa” passou a piorar quando eu já não me sentia tão culpada, quando o mínimo de peso na consciência por essa situação não existia mais. De repente eu me via na situação de aceitar mesmo teus convites, de te arrastar para um canto e te beijar todinho. As 3 últimas vezes que nos vimos, MEU DEUS, eu tinha esquecido desse fogo contido entre a gente. Quando tu pediu pra eu voltar porque tu queria me ver eu não imaginava que ia voltar toda essa vontade de te ter. Quando tu me viu, me abraçou e falou comigo eu mal olhava na tua cara, mas dava pra sentir no meu rosto, na minha pele teus olhos me “fuzilando”. Nas poucas vezes que te olhei, eu ria e colocava a mão na boca como quem se segura pra não falar besteira. Ai tu me abandonou, não pode mais ficar comigo e eu achei que nunca mais fosse te ver . Dei graças a Deus achando que isso ia acabar, mas que nada, vc me joga aquele monte de coisas no whatsapp e me deixa mais doida ainda.

Na penúltima vez que nos vimos foi incrível, eu estava literalmente me escondendo de todo mundo, não levantei nem a cabeça pra não cair na tentação de te procurar. Quando de repente bato sem querer numa pessoa, levanto meu olhar e é você ali plantado com a boca bem pertinho de mim pronta pra me beijar na frente de todo mundo. Eu fecho os olhos e desvio, só sinto tua mão apertando a minha e puxando e tua voz no fundo dizendo: Ei quando a gente vai se ver?

E o que dizer da última vez?  Toda aquela loucura, aqueles abraços que não saem da minha cabeça, teu olhar pra mim falando bem baixinho que eu tava linda, que eu era linda demais. Já te pedi tanto pra não fazer isso, pra não complicar a gente, pra não complicar nossa vida. Deixa esse desejo pra lá, desejos passam. Já eu vou embora, já isso tudo acaba. Mas eu ainda inventei de pedir tua ajuda, e só pode ser tu mesmo, pq só tu me conhece, qualquer outro não dá.

Eu me assusto por não sentir nem um pouco mais de preocupação, de remorso ou qualquer outra coisa.  É o desejo que cega a gente totalmente.Mas ahhh se eu pudesse…

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Coisas que você lembra depois de um fim de relacionamento.

“O mundo é uma skol.” Interessante pensar que depois que ouvi essa frase o sentido de o mundo dá voltas ficou muito mais engraçado. Tenho pensando em muitas coisas ultimamente, acho que é o clima de dezembro, influenciado pelo sentimento universal de amor, gratidão, good vibes que permeiam esse mês. Mas porque isso não poderia se estender para todos os meses do ano?

É hilário como as pessoas sempre ficam mais alegres,saudosistas no fim das coisas. Por exemplo quando vc tá no fim do semestre/graduação geralmente rola aquele discurso de gratidão, aquela coisa de dever cumprido. Não importa se vc passou cinco anos amaldiçoando os professores e rezando pra aquilo acabar logo, no fim parece que tudo foi válido.

Isso também vale para os relacionamentos, é divertido entender as coisas que você geralmente pensa só depois do fim de um relacionamento.

1. Que ficar sozinho é uma ótima forma de se entender melhor.

Eu sempre tive pavor de ficar só, de andar só. Estar solteira para mim era algo inconcebível, tanto que preferi ficar atrelada a um mau relacionamento do que ir em busca daquilo que eu gostava. Até o dia que forçadamente eu me vi só, sem um pé de gente do meu lado, sem ninguém pra conversar, compartilhar, nada. Foi ai que eu descobri minha melhor companhia, o quão pode ser interessante curtir seus pensamentos, curti a si mesma.

2. Mas ainda assim é preciso aprender a conviver com momentos de solidão.

Ainda assim alguns momentos são ruins, claro que eu queria ter alguém pra contar meu dia, minhas piadas, minhas histórias mirabolantes. Um dia acontecerá de novo, da forma mais normal, calma possível. No tempo ideal!

3. Que não há problema em ficar triste de vez em quando.

Eu também tive muitos problemas pra aceitar a tristeza, a minha tristeza, as dores que eu sentia e carreguei por toda a vida.Deus eu demorei tanto pra entender que esses sentimentos eram tão normais!! Ironicamente quando entendi isso eu parei de me sentir tão profundamente triste. O mais importante é saber que passa, sempre passa TUDO É PASSAGEIRO menos o motorista e o trocador.

4. Que relacionamentos não são feitos só de coisas boas ou ruins, mas que a gente se esquece disso no caminho.

Enfatizar todas as coisas ruins que aconteceram na minha vida também era recorrente, ver sempre o lado negativo. Eu sempre me achei otimista, mas acho que nunca fui. Sempre reclamei das coisas, mas poucas vezes tive atitude de mudar para aquilo que eu acreditava. Meu relacionamento teve muitos baixos, muitas mágoas, coisas que deixaram profundas cicatrizes, mas ao mesmo tempo eu vivi tanta coisa boa. Eu tive a oportunidade de conhecer tantas pessoas maravilhosas, tenho dois afilhados lindos que eu AMO muito. Ri, me diverti o quanto pude e quando não pude mais eu parti.

5. Que seus amigos realmente são tudo, mesmo se você deixou eles um pouco de lado no relacionamento.

Ai entendi o real sentido da palavra amizade, do amor que sinto por uma amiga em especial que diz exatamente o necessário, o importante pra mim. E todas as outras amizades que conquistei e que sou igualmente grata por todos eles.

O quanto é importante você cultivar boas amizades, que te edifiquem, que te mostrem os caminhos, não te digam o que você QUER ouvir, mas o que você PRECISA. Amigos vão estar do seu lado independente da distância, quem te ama e se importa contigo de verdade vai ficar contigo.

6. Que términos são uma forma de aprender com seus erros e a melhorar como pessoa.

Essa talvez seja a maior lição de todas. Como eu mudei depois de tudo, amadureci, cresci, abri meus horizontes. Os detalhes, as pequenas coisas tem tanto mais valor hoje. Dizer sim, aceitar o novo, o desconhecido tem sido estimulante nessa jornada. Lidar com as negações, tentar de novo, surpreender, reinventar a vida.

….

Pensar no fim é reviver o começo! E que bom que teve meio e começo. O quanto de amor transborda em mim por você, sempre serei grata a você que esteve comigo sempre. Te amo!

Adaptado: https://www.buzzfeed.com/florapaul/coisas-de-um-fim-de-relacionamento?utm_term=.drqreQRJE1#.mhP5x6Nlgz

 

 

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Menos 1.

E então 2016 já foi. Um ano tão intenso, duro, difícil, muitas vezes eu duvidei que conseguiria chegar nesse ponto. Foi um ano de tantas descobertas, sofrimentos, dúvidas, saudades, lágrimas, lições. Eu que tinha tanto medo de tudo e de todos, qualquer movimento, qualquer palavra era um motivo para cair.

Ando tão à flor da pele,
Que qualquer beijo de novela me faz chorar,
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar flor na janela me faz morrer,
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final.

Com certeza o ano mais difícil da minha vida até agora, mas também o ano em que mais aprendi, 356 dias de aprendizado contínuo. Eu tive que aprender a esquecer, a não me preocupar mais com aquilo que não me pertencia, que na verdade nunca me pertenceu. Aprendi a curtir o silêncio e a solidão e que isso não é ruim, não é triste, não é ser “menor”. Entendi que fugir do que te magoa não é ser covarde, é ser inteligente, é respeito ao seu limite, é amor próprio.

Finalmente compreendi a frase clichê que mais ouvi em 2016: Com o tempo tudo passa! E passa mesmo. Aprendi a admirar e respeitar o tempo. Eu que tinha tanto medo dele, de ter perdido ele, queria que ele voltasse e parasse nos momentos bons, nas risadas, no teu cheiro, no teu sorriso. Queria que o tempo ruim fosse apagado pra sempre minha timeline. Compreendi que sou eterna prisioneira do tempo.

No começo desse fim eu só queria dizer o quanto eu te amo, te admiro e que te conhecer  nesse ano foi tão bom, tão maravilhoso.O quanto eu sou grata por isso e por muito mais. Esse ano foi complicado mas sem você seria impossível. Obrigada!

 

 

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A casa.

Uma casa foi construída há 11 anos atrás. Tudo começou pela escolha do terreno, os donos avaliaram muito bem essa escolha. Será que esse terreno era bom? Será que daria frutos? Será que os donos conseguiriam manter a mesma filosofia por anos? Decidiram os donos tentar e assim foi. Por anos o terreno foi moldado, arenado e adubado…entre risos, histórias, gozos, lágrimas e principalmente amor. Aquele terreno exalava amor por todas as partes e todo mundo sabia disso.

Mas a natureza é imprevisível e o destino também. E vieram as tempestades, furacões e reviraram todo o terreno. Os donos estavam perdidos, o dono mudou, a tempestade o mudou e os furacões também, só que isso a dona não percebeu.

Então eles seguiram a construir a casa. E assim como o terreno ela tinha muitas histórias, muitas alegrias, tristezas, lágrimas, gozos, risos. O dono não era mais o mesmo e a dona agora já sabia, mas fingia não se importar. Ela achava que depois que a casa estivesse pronta tudo iria mudar. E começaram a colocar pedra por pedra as paredes, o telhado, o reboco, o forro etc. Mas essas mesmas paredes tinha infiltrações e os donos nao perceberam, a estrutura embora de boa qualidade tinha suas deficiências e a dona não percebeu. Ainda assim seguiram, colocando pedra por pedra, entre risos, lágrimas e histórias. Talvez pouca gente saiba, mas muitos fizeram parte dessa casa: Marias, Joãos, Alices, Anas, Diegos, etc.

E finalmente terminaram a casa. Linda por fora, linda por dentro e os donos felizes por terem concluído a tarefa estavam prontos pra morar, mas o dono, o dono estava diferente e a dona já não fingia mais não se importar. Começaram a mobiliar ou pelo menos tentaram, tudo simples e de bom gosto. As marcas das tempestades estavam lá e os donos sabiam, a dona sabia. Ela sempre sabia de tudo, ela sentia, ela notava. A diferença era que não importava mais. Só que a natureza é imprevisível e mais uma vez tempestades e furacões invadiram a casa, o terreno e a vida dos donos. Tão forte quanto da outra vez e tão devastador que derrubou as paredes e tudo mais que tinha dentro da casa recém mobiliada. Mas os donos, eles não se abalaram. A dona já esperava o furacão pois ela sempre sabia, sentia e notava. Foi então que ela percebeu que o dono nunca foi quem ela pensava. E a tempestade não mudou o dono, apenas mostrou quem ele realmente era.

Para o dono já não era suficiente as paredes daquela casa, elas já não o prendiam mais e a dona embora soubesse disso não entendia como alguém poderia em sã consciência querer sair da casa. Aquela casa era a melhor casa que eles podiam ter construído, a dona deu o melhor de si para aquela casa e o dono se esforçou o quanto pode para ficar nela.

De repente mais gente ficou interessada na casa e nos donos e começaram a fazer parte dela também. O dono gostava dessa gente, ele amava a companhia, a alegria e o jeito meio “estranho” dessa gente. De alguma forma o  encantava e ele se encanta fácil pelo simples, belo, puro e singelo mas que  no fundo tem uma força inacreditável. E a dona? Ela sabia, sentia, notava, ela sempre soube de tudo.

Até que a casa outrora feliz, passou a ser triste, vazia, seca. Não importava mais ao dono ficar nela, as paredes já não eram suficientes e ele como dente de leão que se transformou ia atrás da “gente”, enquanto isso a dona permanecia na casa sozinha esperando o dono dente de leão voltar. E ele voltava só que cada vez mais dente de leão e menos dono da casa. A solução era simples mas os donos não queriam abandonar a casa que construíram por tanto tempo.

Um dia a dona saiu da casa, porque ela percebeu que o dono não pertencia mais a ela, nem à dona nem à casa. Foi difícil abandonar a casa, foi impossível não chorar pois fora tanto tempo, amor, carinho e dedicação que a dona investiu nessa casa que ela não mal conseguia acreditar. E o dono ficou….

Hoje a casa não existe mais, o terreno não rendeu os frutos que os donos esperavam e as paredes não foram fortes os suficiente para sustentar tantas tempestades, furacões e tanta gente. Os donos foram embora, primeiro ela e depois ele e o local ficou em ruínas guardando a história e todas as memórias dos donos. Ninguém visita mais a casa, ela já não é bela como antes e não exala amor e felicidade. A casa morreu com o tempo, com a dor e as lágrimas. E o dono? O dono não é mais dono, ele é dente de leão e assim como todos eles, não tem casa.

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Saudades tem outro nome…

Espero que nunca leia isso…mas as vezes eu sinto tanta saudade. Eu não sei explicar, mas é uma dor que sinto no peito, uma vontade de ver, de falar, de ouvir todas aquelas coisas sem nexo que você falava. Falta de todas aquelas conversas da madrugada que me faziam ter a certeza que nunca ficaríamos longe um do outro. Como vc pôde fazer tudo isso? Pior! Como conseguiu me esquecer? É estranho porque a vida sem vc do meu lado parece melhor, mais leve, mais VIDA mesmo. Pareço estar mais viva do que antes, embora eu tenha quase certeza que o melhor que poderia nos ter acontecido foi isso. Eu me pergunto, como? Como vc conseguiu esquecer tudo? E essa maldita conexão? E essa coisa que sinto que não sei explicar toda vez que te vejo. Uma alegria de te ver vivo e bem, com aquele mesmo sorriso que me apaixonei misturada com a raiva de te ver bem enquanto lá no fundo eu queria que você estivesse mal, morrendo, sem dentes e implorando pra eu voltar Junta tudo isso com essa saudade infernal que sinto de tudo que não vi e não vivi.

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