Coisas que você lembra depois de um fim de relacionamento.

“O mundo é uma skol.” Interessante pensar que depois que ouvi essa frase o sentido de o mundo dá voltas ficou muito mais engraçado. Tenho pensando em muitas coisas ultimamente, acho que é o clima de dezembro, influenciado pelo sentimento universal de amor, gratidão, good vibes que permeiam esse mês. Mas porque isso não poderia se estender para todos os meses do ano?

É hilário como as pessoas sempre ficam mais alegres,saudosistas no fim das coisas. Por exemplo quando vc tá no fim do semestre/graduação geralmente rola aquele discurso de gratidão, aquela coisa de dever cumprido. Não importa se vc passou cinco anos amaldiçoando os professores e rezando pra aquilo acabar logo, no fim parece que tudo foi válido.

Isso também vale para os relacionamentos, é divertido entender as coisas que você geralmente pensa só depois do fim de um relacionamento.

1. Que ficar sozinho é uma ótima forma de se entender melhor.

Eu sempre tive pavor de ficar só, de andar só. Estar solteira para mim era algo inconcebível, tanto que preferi ficar atrelada a um mau relacionamento do que ir em busca daquilo que eu gostava. Até o dia que forçadamente eu me vi só, sem um pé de gente do meu lado, sem ninguém pra conversar, compartilhar, nada. Foi ai que eu descobri minha melhor companhia, o quão pode ser interessante curtir seus pensamentos, curti a si mesma.

2. Mas ainda assim é preciso aprender a conviver com momentos de solidão.

Ainda assim alguns momentos são ruins, claro que eu queria ter alguém pra contar meu dia, minhas piadas, minhas histórias mirabolantes. Um dia acontecerá de novo, da forma mais normal, calma possível. No tempo ideal!

3. Que não há problema em ficar triste de vez em quando.

Eu também tive muitos problemas pra aceitar a tristeza, a minha tristeza, as dores que eu sentia e carreguei por toda a vida.Deus eu demorei tanto pra entender que esses sentimentos eram tão normais!! Ironicamente quando entendi isso eu parei de me sentir tão profundamente triste. O mais importante é saber que passa, sempre passa TUDO É PASSAGEIRO menos o motorista e o trocador.

4. Que relacionamentos não são feitos só de coisas boas ou ruins, mas que a gente se esquece disso no caminho.

Enfatizar todas as coisas ruins que aconteceram na minha vida também era recorrente, ver sempre o lado negativo. Eu sempre me achei otimista, mas acho que nunca fui. Sempre reclamei das coisas, mas poucas vezes tive atitude de mudar para aquilo que eu acreditava. Meu relacionamento teve muitos baixos, muitas mágoas, coisas que deixaram profundas cicatrizes, mas ao mesmo tempo eu vivi tanta coisa boa. Eu tive a oportunidade de conhecer tantas pessoas maravilhosas, tenho dois afilhados lindos que eu AMO muito. Ri, me diverti o quanto pude e quando não pude mais eu parti.

5. Que seus amigos realmente são tudo, mesmo se você deixou eles um pouco de lado no relacionamento.

Ai entendi o real sentido da palavra amizade, do amor que sinto por uma amiga em especial que diz exatamente o necessário, o importante pra mim. E todas as outras amizades que conquistei e que sou igualmente grata por todos eles.

O quanto é importante você cultivar boas amizades, que te edifiquem, que te mostrem os caminhos, não te digam o que você QUER ouvir, mas o que você PRECISA. Amigos vão estar do seu lado independente da distância, quem te ama e se importa contigo de verdade vai ficar contigo.

6. Que términos são uma forma de aprender com seus erros e a melhorar como pessoa.

Essa talvez seja a maior lição de todas. Como eu mudei depois de tudo, amadureci, cresci, abri meus horizontes. Os detalhes, as pequenas coisas tem tanto mais valor hoje. Dizer sim, aceitar o novo, o desconhecido tem sido estimulante nessa jornada. Lidar com as negações, tentar de novo, surpreender, reinventar a vida.

….

Pensar no fim é reviver o começo! E que bom que teve meio e começo. O quanto de amor transborda em mim por você, sempre serei grata a você que esteve comigo sempre. Te amo!

Adaptado: https://www.buzzfeed.com/florapaul/coisas-de-um-fim-de-relacionamento?utm_term=.drqreQRJE1#.mhP5x6Nlgz

 

 

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Menos 1.

E então 2016 já foi. Um ano tão intenso, duro, difícil, muitas vezes eu duvidei que conseguiria chegar nesse ponto. Foi um ano de tantas descobertas, sofrimentos, dúvidas, saudades, lágrimas, lições. Eu que tinha tanto medo de tudo e de todos, qualquer movimento, qualquer palavra era um motivo para cair.

Ando tão à flor da pele,
Que qualquer beijo de novela me faz chorar,
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar flor na janela me faz morrer,
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final.

Com certeza o ano mais difícil da minha vida até agora, mas também o ano em que mais aprendi, 356 dias de aprendizado contínuo. Eu tive que aprender a esquecer, a não me preocupar mais com aquilo que não me pertencia, que na verdade nunca me pertenceu. Aprendi a curtir o silêncio e a solidão e que isso não é ruim, não é triste, não é ser “menor”. Entendi que fugir do que te magoa não é ser covarde, é ser inteligente, é respeito ao seu limite, é amor próprio.

Finalmente compreendi a frase clichê que mais ouvi em 2016: Com o tempo tudo passa! E passa mesmo. Aprendi a admirar e respeitar o tempo. Eu que tinha tanto medo dele, de ter perdido ele, queria que ele voltasse e parasse nos momentos bons, nas risadas, no teu cheiro, no teu sorriso. Queria que o tempo ruim fosse apagado pra sempre minha timeline. Compreendi que sou eterna prisioneira do tempo.

No começo desse fim eu só queria dizer o quanto eu te amo, te admiro e que te conhecer  nesse ano foi tão bom, tão maravilhoso.O quanto eu sou grata por isso e por muito mais. Esse ano foi complicado mas sem você seria impossível. Obrigada!

 

 

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A casa.

Uma casa foi construída há 11 anos atrás. Tudo começou pela escolha do terreno, os donos avaliaram muito bem essa escolha. Será que esse terreno era bom? Será que daria frutos? Será que os donos conseguiriam manter a mesma filosofia por anos? Decidiram os donos tentar e assim foi. Por anos o terreno foi moldado, arenado e adubado…entre risos, histórias, gozos, lágrimas e principalmente amor. Aquele terreno exalava amor por todas as partes e todo mundo sabia disso.

Mas a natureza é imprevisível e o destino também. E vieram as tempestades, furacões e reviraram todo o terreno. Os donos estavam perdidos, o dono mudou, a tempestade o mudou e os furacões também, só que isso a dona não percebeu.

Então eles seguiram a construir a casa. E assim como o terreno ela tinha muitas histórias, muitas alegrias, tristezas, lágrimas, gozos, risos. O dono não era mais o mesmo e a dona agora já sabia, mas fingia não se importar. Ela achava que depois que a casa estivesse pronta tudo iria mudar. E começaram a colocar pedra por pedra as paredes, o telhado, o reboco, o forro etc. Mas essas mesmas paredes tinha infiltrações e os donos nao perceberam, a estrutura embora de boa qualidade tinha suas deficiências e a dona não percebeu. Ainda assim seguiram, colocando pedra por pedra, entre risos, lágrimas e histórias. Talvez pouca gente saiba, mas muitos fizeram parte dessa casa: Marias, Joãos, Alices, Anas, Diegos, etc.

E finalmente terminaram a casa. Linda por fora, linda por dentro e os donos felizes por terem concluído a tarefa estavam prontos pra morar, mas o dono, o dono estava diferente e a dona já não fingia mais não se importar. Começaram a mobiliar ou pelo menos tentaram, tudo simples e de bom gosto. As marcas das tempestades estavam lá e os donos sabiam, a dona sabia. Ela sempre sabia de tudo, ela sentia, ela notava. A diferença era que não importava mais. Só que a natureza é imprevisível e mais uma vez tempestades e furacões invadiram a casa, o terreno e a vida dos donos. Tão forte quanto da outra vez e tão devastador que derrubou as paredes e tudo mais que tinha dentro da casa recém mobiliada. Mas os donos, eles não se abalaram. A dona já esperava o furacão pois ela sempre sabia, sentia e notava. Foi então que ela percebeu que o dono nunca foi quem ela pensava. E a tempestade não mudou o dono, apenas mostrou quem ele realmente era.

Para o dono já não era suficiente as paredes daquela casa, elas já não o prendiam mais e a dona embora soubesse disso não entendia como alguém poderia em sã consciência querer sair da casa. Aquela casa era a melhor casa que eles podiam ter construído, a dona deu o melhor de si para aquela casa e o dono se esforçou o quanto pode para ficar nela.

De repente mais gente ficou interessada na casa e nos donos e começaram a fazer parte dela também. O dono gostava dessa gente, ele amava a companhia, a alegria e o jeito meio “estranho” dessa gente. De alguma forma o  encantava e ele se encanta fácil pelo simples, belo, puro e singelo mas que  no fundo tem uma força inacreditável. E a dona? Ela sabia, sentia, notava, ela sempre soube de tudo.

Até que a casa outrora feliz, passou a ser triste, vazia, seca. Não importava mais ao dono ficar nela, as paredes já não eram suficientes e ele como dente de leão que se transformou ia atrás da “gente”, enquanto isso a dona permanecia na casa sozinha esperando o dono dente de leão voltar. E ele voltava só que cada vez mais dente de leão e menos dono da casa. A solução era simples mas os donos não queriam abandonar a casa que construíram por tanto tempo.

Um dia a dona saiu da casa, porque ela percebeu que o dono não pertencia mais a ela, nem à dona nem à casa. Foi difícil abandonar a casa, foi impossível não chorar pois fora tanto tempo, amor, carinho e dedicação que a dona investiu nessa casa que ela não mal conseguia acreditar. E o dono ficou….

Hoje a casa não existe mais, o terreno não rendeu os frutos que os donos esperavam e as paredes não foram fortes os suficiente para sustentar tantas tempestades, furacões e tanta gente. Os donos foram embora, primeiro ela e depois ele e o local ficou em ruínas guardando a história e todas as memórias dos donos. Ninguém visita mais a casa, ela já não é bela como antes e não exala amor e felicidade. A casa morreu com o tempo, com a dor e as lágrimas. E o dono? O dono não é mais dono, ele é dente de leão e assim como todos eles, não tem casa.

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Saudades tem outro nome…

Espero que nunca leia isso…mas as vezes eu sinto tanta saudade. Eu não sei explicar, mas é uma dor que sinto no peito, uma vontade de ver, de falar, de ouvir todas aquelas coisas sem nexo que você falava. Falta de todas aquelas conversas da madrugada que me faziam ter a certeza que nunca ficaríamos longe um do outro. Como vc pôde fazer tudo isso? Pior! Como conseguiu me esquecer? É estranho porque a vida sem vc do meu lado parece melhor, mais leve, mais VIDA mesmo. Pareço estar mais viva do que antes, embora eu tenha quase certeza que o melhor que poderia nos ter acontecido foi isso. Eu me pergunto, como? Como vc conseguiu esquecer tudo? E essa maldita conexão? E essa coisa que sinto que não sei explicar toda vez que te vejo. Uma alegria de te ver vivo e bem, com aquele mesmo sorriso que me apaixonei misturada com a raiva de te ver bem enquanto lá no fundo eu queria que você estivesse mal, morrendo, sem dentes e implorando pra eu voltar Junta tudo isso com essa saudade infernal que sinto de tudo que não vi e não vivi.

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E se?

 

E se eu tivesse nascido no dia 20 de fevereiro? E se ao longo da minha infância meus pais tivessem se separado? E se eu tivesse sido criado pela minha avó? E se meu pai tivesse viajado pra longe e depois morrido ainda quando eu era criança? E se esse mesmo homem que tão cedo me deixou tão cedo, que não me ensinou a ser homem, que não me mostrou como me barbear, que não viu minhas primeiras vitórias, nem ouviu minhas derrotas e nem minhas histórias de amor, ainda por menor que seja ainda me traz saudades? Saudades de um tempo que não vivi.

E se minha relação com minha mãe, irmãos e família fosse tão diferente a ponto de eu mesmo não saber definir? E se eu tivesse sido “criado” por uma tia que me causa ao mesmo tempo medo e horror? E se eu trabalhasse pra essa tal tia? E se eu tivesse acompanhado cada neto que nasceu, cada história, aniversário, briga, mentira, casamento das minhas tias? E se eu tivesse aprendido na escola um ofício tão importante quanto obsoleto? E se na minha breve adolescência eu tivesse ficado no quarto ouvindo meus “heróis”, me desligando do mundo e das pessoas? E se eu escrevesse textos pra ninguém ler mas que resultaram em duas publicações em dois livros diferentes? E se eu tivesse “ganho” um notebook da forma mais estranha que alguém possa imaginar?

E se eu tivesse concluído os cursos de informática, espanhol e inglês? E se nesse mesmo local onde fiz o curso, eu tivesse feito a melhor e maior descoberta da minha vida, amar várias pessoas ao mesmo tempo? E se durante o curso de inglês eu, embora namorando, me apaixonasse por uma linda menina de cabelos negros, sorriso marcante que eu corajosamente disse “Eu te amo” por meio de uma rede social? E se essa menina fosse apenas o começo de muitas outras histórias e paixões? E se eu tivesse feito Educação Física, passado num concurso e viajado para morar numa cidade mais quente que o inferno onde eu iria conhecer o grande amor da minha vida? E se eu tivesse dado aula para o meu grande amor? E se eu tivesse feito amizades tão fortes e verdadeiras com meus “alunos” que ultrapassariam qualquer limite da ética e do “papel” de professor? E se eu tivesse mais uma vez no ápice da minha covardia, me declarado para uma menina, linda, de olhos pequenos, que me fascinam, que me ensinaram tanta coisa e que me mantiveram “vivo” numa cidade desconhecida e de problema as que até então eu não tinha vivido? E se amar esse menina, significasse magoar outra? E se essa menina não me amasse com a mesma intensidade da qual eu a amo?

E se eu tivesse feito uma música para a little girl? E se durante noites, dias e madrugadas a fio eu buscasse qualquer notícia, mensagem dessa menina? E se o meu amor por ela, embora só benéfico para nós dois, magoasse tanto alguém que eu não queria magoar? E se essa menina sumisse de vez em sempre e me deixasse louco com sua ausência? E se em todos os aniversários, músicas e textos meus eu deixasse uma mensagem pra ela? E se ela me deixasse de vez?

E se ao longo da minha jornada de professor eu tivesse conhecido uma turma tão bacana, tão especial que me dava tanto orgulho? E se dentre essa turma tivesse uma menina, baixinha, magricela, de olhos castanhos, dentes perfeitamente tortos, sorriso marcante e papo tão interessante que me deixam fascinado? E se entre juras de amor e amizade nós tivéssemos descoberto o amor³ ? E se eu amasse essa pequena de uma forma tão única, tão explícita que não conseguisse simplesmente esconder de ninguém? E se ela fosse pra sempre minha pequena?

E se eu tivesse um blog onde eu escrevo coisas que não fazem sentido nenhum pra ninguém, mas que contém ali todas as verdades da minha vida? E se eu tivesse criado um funks e musicasse canções de um parceiro de anos que tem milhares de peculiaridades pra gravar, compor e cantar? E se eu tivesse escrito músicas e poemas num caderninho? E se eu tivesse tocado em festivais da escola e da faculdade? E se eu tivesse dito aulas de baixo e tocado no teatro da cidade mais quente que o inferno? E se eu fosse pro mesmo show todos os anos e gostasse de uma banda de engenheiros?

E se eu tivesse tesão pelas minhas alunas? E se eu me apaixonasse por elas e por eles? E se ao mesmo tempo que quero sair dessa vida, penso que essa foi a melhor vida/profissão que poderia ter pra mim? E se eu desejasse essas meninas tanto, que me fizessem fazer coisas que não consigo explicar? E se meus segredos fosse conhecido por outra pessoa? E se eu tivesse no porto seguro do meu notebook e da distância pedido que uma menina se mostrasse pra mim? E se meu amor/desejo/tesão por ela fosse incontrolável e ao mesmo tempo inofensível, você acreditaria em mim? E se ainda assim eu fosse capaz de amar, profundamente a little girl e procurar por ela todos os dias? E se eu te dissesse que posso amar assim tão forte várias pessoas você acreditaria em mim?

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E se eu tivesse conhecido uma menina, que mexia comigo, que tornava meus desejos realidade? E se essa menina de seios fartos, de sorriso engraçado, que permeia minha mente e minhas mãos, trouxesse para mim a alegria e liberdade que há tempos eu não sentia? E se essa menina que eu amo tanto, que tenho tanto medo de magoar já fizesse parte da minha vida de uma forma tão intensa que me dá medo? E se o fato de amá-la e desejá-la já fosse errado? E se essa menina fosse hoje a coisa mais importante da minha vida? E se eu quisesse dividir minha vida, meus problemas e alegrias com ela teria alguém a ver com isso? E se nossos encontros e juras de amor as escondidas me desse cada vez mais vontade de amá-la e tê-la só pra mim? E se ainda assim, mesmo amando-a meu coração sempre tivesse pertencido a little girl? E se devesse esperar mais um sinal dela? E se meu pai se sentisse assim como eu me sinto? E se ele pudesse me ouvir? E se ela me amasse também?

E se entre esses muitos “ses” eu continuasse só, cantando pra ninguém ouvir, escrevendo pra ninguém ler, amando pra ….? E se ao menos um desses “ses” fossem verdades sabe lá como eu seria?

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